quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pink Floyd - The Wall (1979)
Aclamado por críticos e fãs como um dos melhores álbuns dos Pink Floyd ( juntamente com Dark Side of the Moon e Wish You Were Here ), é conhecido como sendo um clássico do rock, e as suas canções inspiraram muitos dos músicos rock contemporäneos.

- DISC I-

1-In The Flesh
2-The Thin Ice
3-Another Brick In The Wall (part I)
4-The Happiest Days Of Our Lives
5-Another Brick In The Wall (part II)
6-Mother
7-Goodbye Blue Sky
8-Empty Spaces
9-Young Lust
10-One Of My Turns
11-Don't Leave Me Now
12-Another Brick In The Wall (part III)
13-Googbye Cruel World

DOWNLOAD: http://www.zshare.net/download/71796479710885d4


-DISC II-

1-Hey You
2-Is There Anybody Out There
3-Nobody Home
4-Vera
5-Bring The Boys Back Home
6-Comfortably Numb
7-The Show Must Go On
8-In The Flash
9-Run Like Hell
10-Waiting For The Worms
11-Stop
12-The Trial
13-Outside The Wall

DOWNLOAD:
http://.zshare.net/download/7179735303406628/

Logo mais estarei postando o Filme ''The Wall'', aguardem...

Postado por Bruno Mazarin

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

The Allman Brothers Band - At Fillmore East (1971)

Existem muitas formas de se definir genialidade. Para mim, uma dessas formas dentro da música se limita às apresentações ao vivo. Creio que, se uma banda consegue exprimir tudo aquilo e mais um pouco no palco do que ela é capaz de produzir no estúdio, está em um nível superior às demais. Partindo desta premissa, o Allman Brothers Band está num patamar só dele, único, e isto deve-se em grande parte a At Fillmore East.

A banda é considerada um dos grandes expoentes do Southern Rock Americano. Surgiu no fim da década de 60, fundada pelos irmãos Gregg e Duane Allman e ficou famosa pelo incontestável entrosamento entre seus músicos, que faziam das apresentações ao vivo um festival para os sentidos, com duradouras sessões de improviso, guiadas pelas mãos do virtuoso Duane Allman, considerado um dos maiores guitarristas de Rock de todos os tempos.

"At Fillmore East" é a gravação da apresentação lendária que o grupo fez em 1971 em Fillmore East, Manhattan. No álbum, o que marca do começo ao fim são as longas sessões instrumentais, prolongadas por improvisações duradouras de Duane e dos dois bateristas, que conduzem com maestria o espetáculo. O álbum também é um marco como o último em que Duane participou por inteiro. Isto deve-se à morte prematura do jovem guitarrista ainda em 1971 em um acidente de moto. No período, a banda gravava o álbum "Eat A Peach", do qual Duane participou de parte, mas não chegou a finalizar o disco.

Apesar de contar com apenas 7 músicas, o disco tem mais de 70 minutos de duração. A música, como um todo, é ao mesmo tempo tão introspectiva quanto potente. Tal potência, porém, avança junto ao decorrer do show. Parece que tudo é arquitetado como um aquecimento preparatório para as duas últimas canções. O álbum mesmo é excelente do começo ao fim, mas os grandes destaques ficam para "In Memory Of Elizabeth Reed" e "Whipping Post".

1-Statesboro Blues (4:20)
2-Done Somebody Wrong (4:34)
3-Stormy Monday (8:50)
4-You Don't Love Me (19:15)
5-Hot'Lanta (5:22)
6-In Memory Of Elizabeth Reed (13:06)
7-Whipping Post (23:06)

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postado por Caio

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Milton Nascimento & Lô Borges - Clube Da Esquina (1972)

A década de 60 foi um período conturbado na História Mundial e não o deixou de ser para o Brasil. Em um mundo imerso em plena Guerra Fria, as ditaduras começavam a se instaurar firmemente na América do Sul, área sob a esfera de influência Norte-Americana. Neste contexto, instaurou-se o período que é conhecido como a Ditadura Militar no Brasil, que perdurou de 1964 a 1985.

Como forma de manipular a consciência popular e conter a "ameaça" socialista, os governos militares passaram a intervir nas formas de comunicação em massa, censurando tudo aquilo que não se adequasse aos padrões impostos por este novo regime. Nos anos de chumbo, com o decreto do AI-5, esta censura passou
a ser considerada uma repressão que fazia o Estado Novo fascista de outrora parecer mera piada.

Neste período, surgiram vários movimentos artísticos de grande significado para a estruturação da identidade cultural brasileira tal qual a conhecemos. Em um estranho paradoxo, a censura passou a exigir uma maior criatividade dos artistas, de modo a driblar estes veículos de repressão tanto artística quanto informacional. Em meio a isto, surgem movimentos como a Tropicália, a Jovem Guarda (esta por sua vez não tão engajada) e o Clube da Esquina. Tratemos deste último.


O Clube Da Esquina foi um movimento musical que nasceu na região das Minas Gerais. Entre suas propostas, estava principalmente a fusão do Regional com o Pop, ou seja, uma espécie de Antropofagismo, como provavelmente gostaria de colocar Oswald De Andrade. De certa manei
ra, pode-se dizer que isto seria alcançado pelo aproveitamento de elementos da música global daquela época, como o Jazz e o Rock'N Roll, este último representado na época por nomes como os Beatles e os Rolling Stones; e elementos nacionais, como a Bossa Nova.

O movimento se consolida a partir do lançamento do incrível disco homônimo, creditado a Milton Nascimento e a Lô Borges. O disco, até por sua extensão (são 21 composições), consegue representar muito bem o que o próprio movimento propunha: Consegue explorar a diversidade de influências da época, juntando sempre elementos brasileiros e regionais e navegando pela música erudita, pelo rock e pelo Jazz. Algumas canções até manifestam o engajamento político de então, como são exemplos "Cais" e "San Vicente".




1 -Tudo Que Você Podia Ser

2 - Cais

3 - O Trem Azul

4 - Saídas E Bandeiras N°1

5 - Nuvem Cigana

6 - Cravo & Canela

7 - Dos Cruces

8 - Um Girassol Da Cor Do Seu Cabelo
9 - San Vicente
10-Estrelas

11-Clube Da Esquina N°2

12-Paisagem Da Janela

13-Me Deixa Em Paz

14-Os Povos

15-Saídas E Bandeiras N°2

16-Um Gosto De Sol

17-Pelo Amor De Deus

18-Lilia

19-Trem De Doido

20-Nada Será Como Antes
21-Ao Que Vai Nascer


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postado por Caio Bucaretchi

domingo, 17 de janeiro de 2010

A moda é ser Alternativo...

Alguns, se não a maioria, deve ver no mínimo um problema no titulo dado a este post. Infelizmente sou obrigado a dizer que não, esse é um "problema" que reparei e tomei nota a algum tempo, e acredito que não tenha sido o único a reparar. Em shoppings, ruas movimentadas e bares podemos notar pessoas, e não são poucas, adotando um estilo de visual, e ate de gosto cultural tido como alternativo, mas me pergunto: "a ideia de um estilo alternativo não seria contrariar os padrões tidos como "na moda" ?"

Talvez a grande maioria dos quais adotam esse estilo publicamente não passem de um grupo de imitadores querendo causar uma impressão mais intelectualizada ( ou assustadora em alguns casos ) como ocorre com os adeptos de um sistema mais alternativo.

Dentro do blog ficamos muito tempo discutindo os post, as vezes tendo de censurar alguns artigos postados pelos membros por não possuírem o carácter "psicodelico" que o blog tem, ou tentamos faze-lo ter, a verdade é que esse padrão é atingido ao se desvencilhar um posts do conhecimento comum, tentar explorar fontes mais brutas de cultura, ou postar obras nossas e de outros autores que tenham um padrão não usual, o que ocorre é que essa forma bruta de cultura tem sido tão explorada a ponto de se tornar banal em blogs e todas as formas de transmissão de cultura virtual fazendo assim com que aquilo que despertava curiosidade se transforma-se em material comum e assim perdendo o seu principal atrativo: a originalidade.

Em momento algum (ate agora) questiono a qualidade das obras e nem posso faze-lo, o que questiono é se o fato de o inusitado ao se tornar comum deixa de ser chamado de original e começa a ser cada vez mais popular, com mais e mais pessoas tornando popular o estilo a qualidade cai de forma diretamente ligada com que a diversidade aumenta, pois por mais que possamos ter especialistas com grandes composições teremos leigos tentando se colocar em um patamar superior mesmo sem se aprofundar, e quando isso ocorre a tendência é dar merda, pois surgem então pseudo estilos e vertentes que vão cada vez mais se afastando do padrão original e possivelmente gerando aberrações culturais, como foi a cultura emo, nascida no berço do rock e então distorcida e destruída por seguidores no mínimo ridículos ou o pagode nascido de um mistura frustrada entre um samba decadente e uma musica recém nomeada sertanejo universitario, que também deriva de um sertanejo decadente.

É fundamental que isso ocorra para que uma cultura seja assimilada pela massa, esse enfraquecimento na solidez das obras é fundamental para gerar um abrandamento do publico, mas a partir do momento que o alternativo se torna popular ele perde seu significado original e entra no ciclo vicioso da musica e cultura onde o não casual se torna popular, depois é esquecido por um tempo e depois volta como retro por consequencia o retro se torna moda e depois é esquecido, em um ciclo infinito. A questão agora é procurar o que é realmente alternativo antes que este estilo se torne uma nova grande forma de alienação e o trabalho original desapareça dando lugar ao estilo Big Brother que domina as massas mundiais.

A questão que tento abordar é: isso realmente esta acontecendo com a cultura alternativa ? é possível notar uma decadência no nível de produção cultural e movimento social ? Se for possível dizer que sim, o problema não tem mais solução, pois a popularização gera de qualquer forma a produção independente de esteriotipos do estilo original e a consequente queda de qualidade.

Não escrevo a fim de gerar revolta ou de ser drasticamente repreendido pelos que não concordam comigo, mas penso e vejo desta forma que lhes ilustrei, se existir quem discorde favor manifeste-se.

Fico grato pela atenção.


Postado por: João Paulo

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

The Sound Stylistics - Greasin' The Wheels (2007 - 2008)

É inegável que nestes últimos anos de revoluções nas mídias de comunicação em massa, a internet reinou hegemonicamente. Subjulgou as demais formas de comunicação e, com domínios como o Youtube e até mesmo o Blog, pretende também fagocitá-las aos poucos. Por mais que em momentos nos ponhamos a criticá-la, existem coisas que não teríamos a possibilidade de saborear se não fosse a acessibilidade a esse vasto portal paradoxal, que em momentos aparece como um dos grandes vilões da sociedade patológica do Século XXI, seja por casos escrachados de exposição sexual, seja por outros motivos; mas em outros, aparece inefável como o maior portal de acesso à cultura já desenvolvido na História da Humanidade.

No meu caso, não teria acesso a nem 1/8 do que eu conheço hoje de música se não fosse pela internet. "Sound Stylistics" então, seria um sonho ainda mais distante. Não saberia eu o que estava perdendo, pois trata-se de uma das maiores pérolas da cena Funk inglesa.

Sound Stylistics é uma daquelas bandas que você descobre navegando a esmo pela Internet. Quando se depara com aquele encarte singelo no MySpace, mal pode esperar pela revolução rítmica que, em breve põe em questão tudo o que você conhece de música. Quando já se tem certeza que ouviu de tudo, surgem estas bandas tímidas e revolucionárias. Tão inovador, ao mesmo tempo que se prende a influências tão arraigadas e que, infelizmente, cada vez mais se encontram dissolvidas nos "grandes artistas" da música do jovem Século XXI, com riscos notáveis de desaparecimento. Por outro lado, a tecnologia deste mesmo conturbado Século nos trouxe a possibilidade de acesso infindável a esses redutos de Cultura, onde ela toda se renova e se reafirma nos porões escuros da World Wide Web, enquanto lá fora, na boca e nos ouvidos do povaréu se degrada e se banaliza.

Pois bem, chega de desvios. Vamos ao que interessa. "The Sound Stylistics" é o resultado de uma reunião entre músicos já creditados e renomados no mundo do Jazz e Funk londrino. O organista James Taylor, junto ao baixista Gary Crockett, baterista Neil Robinson e os guitarristas Eddie Roberts e Mark Van der Gucht unem-se aos excelentes Jim Watson (sintetizadores), Dominic Glover (trompete), Nichol Thompson (trombone), todos estes reconhecidos por seus trabalhos na banda Incognito; e Andy Ross e Mike Smith (saxofonistas, sendo este último integrante do Jamiroquai). Como pode notar-se, não somente é um arsenal de músicos com um currículo já consagrado como também um arsenal de Sopros.

Apesar da influências de seus integrantes, o Sound Stylistics não chegou no início de sua formação a emplacar. O primeiro álbum, "Deep Funk", de 2002, teria supostamente virado um item de colecionador, já que nunca havia sido concebido oficialmente, o que veio a acontecer em 2007.

Passados e lamentações à parte, a banda com certeza se reencontra em "Greasin' The Wheels". Assim que se propõe a dar uma voz mais jazzística ao Funk em "Tie One On", o disco já é todo sucessos. Porém, fica melhor ainda em "The Crisis Generator". Esta segue nas linhas da última, mas nos embalos de um dos maiores solos de teclado que meus ouvidos já puderam se dar ao luxo de ouvir. "Crack Away Jack" emplaca um funk cru, com os sopros remetendo-o bastante ao Soul americano. "Eye Of The Storm" já muda de orientações e apresenta a verdadeira salada de maravilhas e ritmos que é este álbum, adicionando agora ares de Fusion, ao mesmo tempo que mantém a marcante pegada funk característica da banda.

Os demais destaques ficam para "The Taking Of Pecham 343", "One For The Road" e "Cornholin", sem desmerecer as demais composições, que mantém-se em um patamar nivelado ao dos grandes mestres que conduziram a gravação de obra tão esplêndida.

1- Tie One On (4:38)
2- The Crisis Generator (4:54)
3- Crack Away Jack (4:13)
4- Eye Of The Storm (5:47)
5- Knucklehead (5:34)
6- The Taking Of Pecham 343 (4:48)
7- The Burner (6:23)
8- Say It Ain't So (5:35)
9- One For The Road (5:25)
10-El Nino (5:28)
11-CornHolin (4:22)
12- Big Pieces (5:02)

OBS: A data de lançamento do álbum está entre 2007 e 2008 no título pois em nenhuma fonte achei algo que estimasse com precisão sua realização. Serve apenas para direcionar e não deve ser utilizado como fonte de informações.

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postado por Caio

sábado, 19 de dezembro de 2009

Blood, Sweat & Tears - Blood, Sweat & Tears (1968)

O Blood, Sweat & Tears foi criado em 1967. Nesta época, aflorava-se a Contracultura Hippie, o que foi um fator determinante para a fama inicial que a banda alçou, já que Al Kooper, um dos fundadores da banda e o "frontman" então, já era conhecido no mundo musical pelo fato de ter participado de alguns shows com grandes artistas e representantes do movimento, como por exemplo Jimi Hendrix.

O contexto do álbum homônimo à banda, porém, está integrado ao período em que David Clayton Thomas, um cantor canadense, assumiu a voz do grupo. O "Blood, Sweat & Tears" assumiu um estilo bem diversificado, marcado pelas influências do Jazz, do Rock e do blues, mesclando-os e criando uma espécie de Fusion. Porém, contrapõe-se ao Fusion padrão, que tendia mais para os arranjos instrumentais e une o vocal como carro-chefe da música.

O álbum "Blood, Sweat & Tears" foi o segundo da banda e talvez o trabalho mais marcante desta, considerando que, após o lançamento deste e a saída de Al Kooper, o grupo nunca mais alcançou o mesmo sucesso. O disco é marcante do início ao fim, porém destacam-se as músicas "Smiling Phases","Spinning Wheel" e "Blues pt.2".

1 - Variations On A theme By Erik Satie (2:30)
2- Smiling Phases (5:11)
3- Sometimes In Winter (3:09)
4- More and More (3:04)
5- And When I Die (4:06)
6- God Bless The Child (5:56)
7- Spinning Wheel (4:08)
8- You've Made me So Very Happy (4:19)
9- Blues pt.2 (11:43)
10- Variations On A theme By Erik Satie (1:40)

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postado por Caio

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Me acertem um tiro na cabeça.

Me acertem um tiro na cabeça, por favor.
E acabem com esse tédio.
Uma carcaça morta pesadamente segurando meus pés. Me impede.
Me acertem um tiro em minha mente, por favor.
Já nem sinto mais o perfume do jardim.
Nem o sol entrando na janela do quarto.
Morra tédio, morra.
A noite está quente, mas as ruas são feitas de matéria negra e de solidão.
Chovem rostos desformes, e o caos toma conta do coletivo de bois no matadouro.
Próximos de serem fatiados e virarem embalagens.
Um motim de violência e revolta inexplicável, mas sincera.
Explodam as casas daquela avenida morta.
Pisotearam, esmagaram, massacraram, gritaram.
Mas o tédio continua ali, inerte, no alto da montanha, rindo de sua onipotência..
E acertaram um tiro em minha cabeça.
E voou restos de miolos podres, já corroídos pelo tédio.
E o sangue preguiçoso que demoro pra começar a escorrer. Porque era acomodado em seu leito lerdo de fluxo.
E aquele vício, aquele ar putrefato, irrespirável, um bafo quente e pesado que me envolvia repentiamente me abraçou, sufocando-me.
Sentia nojo.
Mas não conseguia me soltar.
E eu estava deseperado, com um grito gigantesco preso na garganta.
Mas não conseguia me libertar.
E eu fui assim, me minimizando, até virar uma engrenagem do motor, um boi no abatedor.
E minha cabeça explodida e sangrando pesava.
E o tédio contiuava alí, em cima, poderoso, ainda mais forte, mais poderoso, rindo e se deliciando da minha miséria.
Desgraçado. Morra.